Neuromarketing e o marketing digital: Decifre seu Target

Marketing Digital e o Neuromarketing

Devido ao Marketing Digital, todos os dias somos impactados com uma infinidade de ações publicitárias tanto no meio off-line, quanto no mundo digital.

Banners, links patrocinados, vídeos, mensagens de e-mail marketing, entre outros formatos, travam uma luta diária para atrair a atenção dos usuários de Internet e garantir um espacinho em suas mentes, a fim, é claro, de conquistar suas tão almejadas metas e conversões.

No entanto, como fazer com que os consumidores prestem atenção e guardem a sua mensagem publicitária no lugar de descartá-la junto a tantas outras mensagens irrelevantes como um mero spam?

A resposta está no entendimento do comportamento inconsciente dos consumidores. E, é aí, que entra em cena o Neuromarketing, que nada mais é do que o estudo do impacto das ações publicitárias no cérebro humano.

Ao longo das últimas décadas, neurocientistas de todo o mundo colecionaram descobertas sobre o órgão que rege a vida humana: o cérebro.

Marketing Digital e as descobertas do Neuromarketing

Através de exames de eletroencefalograma e, mais tarde, ressonância magnética funcional, tornou-se possível entender as diferenças cerebrais entre homens e mulheres; a importância de cada área cerebral durante atividades simples como se alimentar, falar ou andar; os neurônios espelho, os marcadores somáticos e o poder da dopamina, apenas para citar alguns pontos.

Uma das mais importantes descobertas do Neuromarketing (e que todo publicitário precisa ter em mente) é que a grande maioria das decisões humanas é tomada no nível subconsciente do cérebro.

Ou seja, fora de nossa percepção consciente. Vivemos praticamente no piloto automático!

Como cita Pedro Camargo, em seu livro Neuromarketing: Descodificando a mente do consumidor, “A verdade é que a relação do consumidor com a marca é como um iceberg pois somente uma pequena fração está na superfície, fácil de ser percebida, porque toda a dimensão motivacional e seus mecanismos, por detrás do comportamento, estão escondidos no inconsciente do sujeito”.

Como consumidores, todos nós aprendemos que as propagandas atiçam a nossa curiosidade, alimentam os nossos desejos e nos motivam a experimentar produtos e serviços, realizando sonhos que vêm com preços e códigos de barra.

Como publicitários e marketeiros, está na hora de utilizarmos melhor o marketing digital e entendermos quais argumentações levam o nosso cliente a clicar em nosso anúncio, navegar em nosso site, adicionar o produto ao carrinho e, é claro, finalizar a compra.

Afinal de contas, o que leva o consumidor a decidir pela compra efeitva e abrir a carteira? Segundo o Neuromarketing, há argumentações e imagens específicas que atraem cada público-alvo de maneira distinta.

Portanto, aposente o marketing feito da mesma forma para todos os adultos, empregue estratégias de marketing digita e defina exatamente qual é o target de seu negócio.

A escolha do melhor formato para impactar o público

Com essa informação em mãos, é chegada a hora de escolher os melhores formatos e mensagens a fim de atingir seu público específico.

Por exemplo, se você pretende atingir a fatia masculina do mercado, simplesmente, esqueça as preliminares! Vá direto ao ponto! Lembre-se de que praticidade e autonomia são características gritantes no cérebro masculino.

Use e abuse de verbos fortes, mensagens diretas, claras e sucintas. Aponte os diferenciais de seu produto ou serviço, e não se esqueça de enfocar o preço. A ideia é responder a seguinte pergunta: “Por que esse produto é bom para mim?”.

A aspiração também é um fator que motiva os homens muito mais facilmente do que convence as mulheres. Sabe aquela propaganda que mostra um homem com um carrão, e uma beldade do lado?

Pois então, ao assistir cenas como essa o cérebro masculino associa a compra do automóvel a uma ideia de poder e de sucesso com as mulheres, como se a decisão de compra o levasse ao patamar mais alto da pirâmide social.

A autora Martha Barletta, em seu livro Como as mulheres compram, afirma que “os homens conseguem realmente assimilar esse tipo de mensagem; é exatamente o que se quer, quando se está programado, em termos evolutivos, para buscar o status alfa”.

Agora, se a sua ideia é atingir o público feminino, prepare-se! Você estará diante dos consumidores mais exigentes do mercado.

O cérebro feminino prioriza os produtos e/ou serviços que facilitem o dia-a-dia e promovem um pouco de conforto à loucura cotidiana vivida entre as funções de gerentes do lar, mães e profissionais de mercado.

Uma das principais armas para atrair a atenção das mulheres é apresentar a experiência que outras mulheres tiveram com o produto ou serviço anunciado.

O cérebro feminino transmite e absorve referências constantemente, algumas são, inclusive, passadas de gerações em gerações.

Por isso, aproveite a proximidade que a Internet possibilita, e abra espaço em sua fan page, ou mesmo em seu hot site, para que as suas consumidoras contem suas histórias. Promova o compartilhamento de boas experiências e conquiste, assim, a confiança de suas clientes.

Mensagens com emoção

Outra dica é adicionar emoção a suas mensagens publicitárias. Lembre-se de que o cérebro feminino filtra mensagens racionais por meio das emoções que sente.

Por isso, escolha argumentações que brinquem com seus sentimentos seja através de humor, amor, revolta, ou mesmo drama.

Indiferente de qual seja o público-alvo de seu negócio, escolha a dedo os formatos de sua campanha, as mensagens a serem transmitidas e as imagens adicionadas, levando em consideração os itens que realmente chamam a atenção de seu target.

Se o Neuromarketing descobriu quais argumentações textuais e imagens pontuais impactam o cérebro do consumidor, por que não usar esse conhecimento para criar as próximas campanhas de sua empresa?

Não basta mais tentar convencer o consumidor a experimentar seu produto ou a testar os seus serviços.

A grande sacada agora é chamar a atenção, conversar, interagir e se manter conectado ao subconsciente de seu público, transformando-o, assim, em um cliente fidelizado e advogado de sua marca.

 

*Por Lilian S. Gonçalves (Profa do Curso de Marketing Digital na ComSchool)