Transformação digital: o caminho das pedras

Transformação digital: entenda este conceito

A Transformação Digital não é um conceito ligado apenas a tecnologia ou algo que devemos deixar para o futuro. Empresas tradicionais, criadas antes do advento da internet, são aquelas que mais necessitam deste novo conceito.

Em um mercado tão competitivo e recheado de informações importantes, trazer a disrupção e investir no ganho de escala e na melhoria da eficiência operacional. Além disso, é necessário que haja o uso de tecnologias que consigam integrar sistemas de forma ágil e sem muito custo.

Quando você faz melhor o que todo mundo já faz consegue oferecer produtos e serviços com mais eficiência. Por consequência, a empresa ganha escala, o que significa que alcança o máximo rendimentos dos processos, mas com custo baixo.

A chave para a otimização é investir nas atividades internas que devem ser corretamente atribuídas aos seus setores correspondentes. A eficiência e o ganho de escala evitam o retrabalho e conquistam a agilidade na resolução de problemas. O resultado é a satisfação do cliente.

De acordo com a especialista em transformação digital, Priscilla Erthal, sócia da Orgânica Aceleradora, muitas empresas conseguem chegar a um alto patamar, mas devem estar prontas para mudar e entender que existem formas de tornarem-se mais antenados com o que o cliente precisa e resolver suas dores.

 

Quando a empresa precisa mudar

 

Empresas que estão perdendo talentos para outras empresas, não entregam nada diferente para seus clientes, veem seus resultados diminuindo e o crescimento do negócio estagnado precisam começar a Transformação Digital.

O tamanho da empresa ou seu perfil não importam. A mudança deve ser na mentalidade e o foco sempre será o cliente. Por isso, a organização precisa estar aberta a mudar e inovar, mas utilizando sua sabedoria e se reinventando.

“Tudo o que acontece em uma empresa para transformá-la parte de cima para baixo, pois é o dono do negócio quem, geralmente, precisa adotar uma postura para transformar a cultura organizacional”, completa.

Neste sentido, as organizações tradicionais devem se preparar para atender as empresas modernas, que estão alinhadas com os processos digitais e seus clientes. É imprescindível desenvolver uma visão diferente e seguir as inovações para não ficar obsoleto. “A transformação digital passa pela cultura, metodologia e processos. Todos os líderes devem estar sempre inconformados e procurar por inovação”, explica Priscilla.

 

Cultura do Zero Ego

 

Você já esteve em um ambiente onde havia grande competição entre os colaboradores para mostram quem era o melhor? Com certeza, essa postura não trazia grandes vantagens para os clientes da empresa e faziam com que eles fossem, de certa forma, negligenciados.

Para reverter esta situação, a cultura do zero ego deve ser adotada, pois a competição interna atrapalha a entrega de um bom serviço. “O cliente é o centro de tudo, não a carreira profissional dos colaboradores da empresa. É importante que o cliente tenha aquele momento em que diga ‘uau’ para os serviços que sua empresa entrega”, alerta Priscilla.

A especialista continua com o exemplo o Uber que, com sua rapidez e atendimento diferenciado, tornou-se uma forma de transporte preferido por pessoas de diversas faixas etárias. Além desta empresa, temos as lojas de e-commerce que entregam pedidos antes do esperado. “Claro que quando você compra, o produto chega, mas o ideal é esse diferencial que proporciona uma experiência do consumidor memorável. A cereja do bolo deixará o cliente mais próximo”, comenta.

 

Dificuldades e os investimentos necessários

 

As empresas devem começar identificando seus problemas e falhas. Esse olhar começa pela presidência, seguido pelos recursos humanos e marketing. É necessário observar como as outras empresas bem-sucedidas trabalham e analisar como são os processos internos.

Todas as áreas são impactadas, mas o marketing é a primeira que levanta a bandeira da Transformação Digital. Por isso, todos os setores devem aceitar a mudança e se empenhar. É como quando alguém resolve fazer uma dieta e todos em sua família apoiam sua decisão.

As maiores dificuldades quando estamos em um processo de Transformação Digital é a percepção que a empresa precisa mudar. Por isso, é importante estar aberto a aceitar as mudanças, ter muito empenho e ser verdadeiro. “A mudança dói, mas durante esse caminho pode se tornar o prazer pela inovação. Basta não se boicotar”, acrescenta Priscilla.

A mudança deve ser em todas as áreas, mas as que costumam iniciar o assunto são a diretoria, o marketing e o recursos humanos. Não há custo financeiro, de fato, pois manter alguns processos, culturas e formas de trabalhar pode gerar ainda mais custo do que investir na transformação digital.

“O investimento real é na metodologia e nas emoções internas. É difícil perceber e mudar sozinho a empresa e este é o trabalho da Orgânica Digital. Quando uma organização a passa por essa mudança ela é ressarcida devido as transformações implementadas na empresa. A experiência é excelente e conseguimos mudar transformando processos”, explica Priscilla.

As empresas devem procurar sempre o que melhorar e se manter em constante aperfeiçoamento. Hoje em dia, estão colocadas a prova com frequência, pois os clientes estão empoderados pelas redes socais. Eles têm acesso a mais informações e ofertas do que nunca. Por isso, a competição é ainda mais acirrada, já que a Transformação Digital afeta profundamente a forma como os negócios são feitos atualmente.

 

Os sete Princípios da evolução exponencial

 

As organizações precisam estar sempre se questionando e dispostas a evoluir. Para isso, há sete princípios que elas devem seguir.

 

  1. Cultura do cliente – entender sua dor e deixa-lo no centro das ações da empresa;
  2. É possível a creditar que sua empresa vai dar certo, assim como seus projetos;
  3. O novo vem, ele sempre aparece em qualquer parto do mundo e sempre pode surgir algum novo produto ou serviço que é melhor do que o seu;
  4. Vamos errar – todos podem errar, mas podem entender que o erro pode gerar algumas soluções. Pensar em corrigir o erro, mudar o caminho se necessário;
  5. Postura de dono – ter a mentalidade de que todos os colaboradores fazem parte da empresa e devem pensar em como contribuir para o crescimento de todo mundo;
  6. Viver bem no desconforto – mais aplicável no varejo, viver no desconforto é a melhor forma de propor mudanças e trazer a transformação digital para a empresa.
  7. Foco no que você quer – seja focado no caminho da construção de um projeto. Podem surgir muitas coisas mais simples e fáceis que tiram o foco e você preferir realiza-las. Escolha o que deve ser feito e faça direito.

Priscilla Erthal, sócia da Orgânica Aceleradora